Silvia Colello, pedagoga com especialização em Psicomotricidade e livre-docente pela Faculdade de Educação da USP, esclarece de forma direta a polêmica entre construtivismo e método fônico na alfabetização, explicando as principais diferenças e por que esse debate gera tantas discussões entre educadores.
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Participe da abertura do Replanejamento 2025 com a renomada professora e pesquisadora Silvia Colello, que abordará o papel da leitura como ferramenta de transformação pessoal, educacional e social. Uma reflexão inspiradora voltada a educadores, gestores e todos que acreditam no poder da educação.
Pedagogia é o tema deste episódio do programa Profissões 360º. Pedagogos que atuam em diversas áreas vão contar sobre suas escolhas, rotina de trabalho, desafios e oportunidades na carreira profissional.
Apresentado por:
Jana Fernandes
Entevistados:
Silvia Colello
Aline Silveira
Paola Ribeiro Silva
Cao Hamburger
Larissa Colman
Robson Delgado
Tony Silva
Para o episódio #4 de LEITURA DO MUNDO, convidamos a pedagoga e escritora Silvia Colello para nos falar sobre o atual quadro educacional brasileiro, mas de modo particular sobre a educação infantil. Com mestrado, doutorado e livre-docência pela Faculdade de Educação da USP, Profa. Silvia é uma das maiores pesquisadoras no país sobre temas ligados à alfabetização e ao letramento. Há mais de trinta anos, assessora escolas, secretarias de educação e diretorias de ensino, coordenando simultaneamente cursos de graduação, extensão e especialização. Sua longa experiência acadêmica e didática lhe permite falar com autoridade sobre formação docente, tema crucial para os nossos tempos pós-pandêmicos.
Meet Point Estadão – Como a educação pode ajudar a enfrentar esse desafio, que se tornou objetivo de pesquisa no mundo todo?
Encontro do Lab Educare – FEUSP
Papel do professor e a constituição docente na prática pedagógica
Um dos objetivos do Plano Nacional de Educação é que todas as crianças aprendam a ler e escrever até o fim terceiro ano do Ensino Fundamental. Não apenas a escola, mas toda a comunidade pode colaborar com esse processo. Conheça a história de uma professora aposentada que abriu uma biblioteca na própria casa para inserir as crianças no mundo da literatura. Uma iniciativa que, além de linda, ajuda a reduzir o índice de analfabetismo funcional, segundo pesquisadores.
Dizem os estudos que a parceria entre família e escola é uma importante estratégia para garantir o sucesso na vida estudantil. No entanto, nem sempre fica claro como esse princípio poderia, na prática, se concretizar. Nesse sentido, vale discutir: Quais as angústias que as famílias enfrentam no acompanhamento da escolaridade de seus filhos? Como lidar com os conflitos entre famílias e escola? Qual é o papel da família em diferentes segmentos da vida escolar? O projeto de educação do Brasil é pautado pelo compromisso internacional que prevê a implementação de ações que propiciem a educação inclusiva, com acessibilidade, permanência e aprendizagem a todos os educandos, independentemente de possuírem ou não uma deficiência ou qualquer outra característica que os diferenciem de outras pessoas.
O tema da alfabetização na Educação Infantil sempre foi polêmico porque, se por um lado, alguns educadores defendiam a necessidade de preparar o aluno para a leitura e a escrita já neste segmento, outros insistiam na intervenção de caráter menos diretivo, que explorasse prioritariamente atividades artísticas, sociais e recreativas. Superando a abordagem dicotômica, a compreensão do ensino da língua escrita como inserção do sujeito no universo letrado reconfigura a prática pedagógica na infância, trazendo novos desafios ao educador. A constituição de um ambiente alfabetizador no âmbito escolar justifica-se por modalidades de intervenção que possam, simultaneamente, respeitar a condição sociocultural dos alunos e desafiá-los para a aventura cognitiva de compreender o mundo, ampliando seus recursos comunicativos.

